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Perícia em falhas de aplicativos móveis: Swift (iOS) e Kotlin (Android) sob análise técnica
O mercado de apps cresce, e os litígios também. O cenário típico: uma empresa contrata o desenvolvimento de um app iOS (Swift) ou Android (Kotlin), paga R$ 200 mil, e recebe um app que trava, consome 100% de bateria, ou não funciona offline como prometido.
Onde os apps falham
- Crashes em produção: o app funciona no simulador do desenvolvedor, mas trava em dispositivos reais com menos memória;
- Performance: o app demora 8 segundos para abrir porque carrega tudo do servidor ao iniciar, sem cache local;
- Funcionalidades ausentes: o contrato listava "modo offline", "push notifications" e "integração com biometria" — mas só duas das três existem;
- Rejeição na App Store / Play Store: o app não passa na revisão porque viola guidelines que o fornecedor deveria conhecer.
A análise técnica
O assistente técnico acessa o código-fonte (projeto Xcode ou Android Studio), examina o crash log (Crashlytics, Sentry), testa em dispositivos reais e confronta com o contrato. A prova é objetiva: o contrato dizia X, o código faz Y (ou não faz nada). Cada divergência é uma linha na matriz escopo × entrega.
Propriedade intelectual em apps
Outro litígio frequente: quem é o dono do código? Se o app foi desenvolvido por um prestador (PJ), a titularidade depende do contrato de cessão. Se não há cláusula de cessão, o autor é o desenvolvedor — mesmo que o contratante tenha pago. A perícia examina o repositório, o histórico de commits e os contratos para esclarecer a titularidade sob as Leis 9.609/98 e 9.610/98.
Aplicação prática
Esse tema aparece em uma decisão, contrato ou litígio real?
Uma análise técnica bem estruturada separa hipótese, evidência e conclusão — e ajuda a decidir o próximo passo sem transformar complexidade em ruído.